segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O que sai no teste?
"pois" o que demos nas aulas desde o último teste: texto autobiográfico, com especial incidência no relato de vivências, e CEL (conhecimento explícito da língua)
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
O predicativo do sujeito
Função
sintáctica desempenhada pelo constituinte que ocorre em frases com verbos copulativos, que predica algo acerca do sujeito. O predicativo do sujeito pode ser um grupo nominal (i), um grupo adjectival (ii), um grupo preposicional (iii) ou um grupo adverbial (iv-v).
Exemplos
(i) O João é [professor de Matemática].
(ii) Os alunos estão [muito interessados].
(iii) A Joana ficou [na escola].
(iv) A minha casa é [aqui].
(v) O teste é [amanhã].
(ii) Os alunos estão [muito interessados].
(iii) A Joana ficou [na escola].
(iv) A minha casa é [aqui].
(v) O teste é [amanhã].
O predicativo do sujeito contribui para a
interpretação do sujeito, atribuindo-lhe uma propriedade, uma característica ou
uma localização (temporal ou espacial). Neste sentido, diferencia-se dos
complementos dos verbos transitivos (directos ou indirectos), cujo significado
não contribui necessariamente para uma identificação de uma propriedade ou de
uma localização atribuível ao sujeito.
É possível constatar que expressões com valor locativo seleccionadas por verbos copulativos desempenham a função de predicativo do sujeito, porque podem ser coordenadas com outros constituintes com a mesma função, independentemente do seu valor:
(i) O João está [em Paris e muito doente].
É possível constatar que expressões com valor locativo seleccionadas por verbos copulativos desempenham a função de predicativo do sujeito, porque podem ser coordenadas com outros constituintes com a mesma função, independentemente do seu valor:
(i) O João está [em Paris e muito doente].
In Dicionário terminológico para consulta em
linha
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Pronominalização: regras básicas
Quando juntamos pronomes aos verbos, há algumas regras que temos
que ter em conta. Vejamos:
1 – Quando a forma verbal termina em vogal, o pronome não sofre alterações.
ex: Vi o filme. > Vi-o
ex: Vou ver o Luís. > Vou vê-lo.
Tu contas histórias. > Tu conta-las.
Ele faz os trabalhos de casa. > Ele fá-los.
4 – Quando a forma verbal estiver no modo condicional, o pronome coloca-se entre o radical do verbo e as terminações verbais (-ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, –iam). No entanto, como o radical termina em R, este cai e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.
ex: Eu levaria a bicicleta para a escola. > Eu levá-la-ia para a escola.
Tu convidarias os teus amigos para a festa. > Tu convidá-los-ias para a festa.
5 - Quando a forma verbal estiver no futuro, o pronome coloca-se entre o radical do verbo e as terminações verbais (-á, -ás, -á, -emos, -eis, –ão). No entanto, como o radical termina em «R», este cai e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.
ex: Ele entregará a encomenda a tempo. > Ele entregá-la-á a tempo.
Eles pedirão a prenda à mãe. > Eles pedi-la-ão à mãe.
6 – Se a frase estiver na negativa, o pronome vai para antes do verbo, sem sofrer alterações (tal como nalguns casos em que a frase está na forma interrogativa).
ex: Ele não levou o livro para a aula. > Ele não o levou para a aula
Já leste o livro todo?. > Já o leste todo?
CASOS ESPECIAIS:
Sempre que na frase se encontrem em contacto duas formas de pronome pessoal, complemento directo e indirecto, elas contraem-se formando uma só palavra (em qualquer tempo verbal).
ex: Já li o livro. Posso emprestar-to ( te o )
Encontraste a peça? Então dá-ma. (me a)
1 – Quando a forma verbal termina em vogal, o pronome não sofre alterações.
ex: Vi o filme. > Vi-o
2 - Quando a forma verbal termina em R, S, ou Z, estas
consoantes caem e o pronome pessoal passa a ser: -lo, -la, -los, -las.
ex: Vou ver o Luís. > Vou vê-lo.
Tu contas histórias. > Tu conta-las.
Ele faz os trabalhos de casa. > Ele fá-los.
3 - Se a forma verbal terminar em M ou em ditongo nasal
(õe, ão), o pronome tomará as formas: -no, -na -nos, -nas.
ex: Os alunos viram o filme. > Os alunos
viram-no
O João põe o livro na estante. > O João põe-no na estante.
O João põe o livro na estante. > O João põe-no na estante.
4 – Quando a forma verbal estiver no modo condicional, o pronome coloca-se entre o radical do verbo e as terminações verbais (-ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, –iam). No entanto, como o radical termina em R, este cai e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.
ex: Eu levaria a bicicleta para a escola. > Eu levá-la-ia para a escola.
Tu convidarias os teus amigos para a festa. > Tu convidá-los-ias para a festa.
5 - Quando a forma verbal estiver no futuro, o pronome coloca-se entre o radical do verbo e as terminações verbais (-á, -ás, -á, -emos, -eis, –ão). No entanto, como o radical termina em «R», este cai e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.
ex: Ele entregará a encomenda a tempo. > Ele entregá-la-á a tempo.
Eles pedirão a prenda à mãe. > Eles pedi-la-ão à mãe.
6 – Se a frase estiver na negativa, o pronome vai para antes do verbo, sem sofrer alterações (tal como nalguns casos em que a frase está na forma interrogativa).
ex: Ele não levou o livro para a aula. > Ele não o levou para a aula
Já leste o livro todo?. > Já o leste todo?
CASOS ESPECIAIS:
Sempre que na frase se encontrem em contacto duas formas de pronome pessoal, complemento directo e indirecto, elas contraem-se formando uma só palavra (em qualquer tempo verbal).
ex: Já li o livro. Posso emprestar-to ( te o )
Encontraste a peça? Então dá-ma. (me a)
Lista negra
Não fizeram dois dos trabalhos solicitados à disciplina de Português: Adriana D e Sofia
Não fizeram três dos trabalhos solicitados à disciplina de Português: Cátia, Susana, Tânia, Tiago
Não fizeram quatro dos trabalhos solicitados à disciplina de Português: Eduardo, Pedro, Diogo G********, Raquel, Ricardo
Não fez cinco dos trabalhos solicitados à disciplina de Português: Leandro
Não fez seis dos trabalhos solicitados à disciplina de Português: José
Não fizeram três dos trabalhos solicitados à disciplina de Português: Cátia, Susana, Tânia, Tiago
Não fizeram quatro dos trabalhos solicitados à disciplina de Português: Eduardo, Pedro, Diogo G********, Raquel, Ricardo
Não fez cinco dos trabalhos solicitados à disciplina de Português: Leandro
Não fez seis dos trabalhos solicitados à disciplina de Português: José
Quadro de honra
Fizeram todos os trabalhos solicitados à disciplina de Português:
- Adriana S
- Diogo G****
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
A crónica jornalística
«A crónica é um género jornalístico que integra ao mesmo tempo elementos informativos, ambientais e alguma opinião. Fica, pois, a meio caminho entre a notícia e a reportagem, distinguindo-se, por sua vez, também do chamado artigo de opinião.
Em estilo mais burilado do que é aconselhável nos textos puramente noticiosos (onde impera a simplicidade, a clareza e a sucintez da escrita), a crónica deve também conter elementos de informação. Já a diferença em relação à reportagem é que, aqui, a narrativa é mais longa e distanciada, com o jornalista obrigado a contemplar um maior número de factos, personagens e todos os pontos de vista em causa, cabendo ao leitor tirar as suas próprias conclusões. O contrário, portanto, do exercício da opinião na imprensa - seja ele em forma de editorial, comentário ou análise (da responsabilidade de directores e de jornalistas que os subscrevam, respectivamente), ou, ainda, em forma de colunas de opinião, a cargo de colaboradores externos avulsos ou permanentes (os chamados colunistas, desta ou daquela especialidade, formação ou tendência).
A crónica é uma opção editorial dos jornais para as mais diferentes circunstâncias. Por exemplo, para enquadrar mais sugestivamente o ambiente de um determinado acontecimento (político, cultural, desportivo, etc.); ou para ilustrar um pormenor mais humanizável (o "factor humano", no caso dos trabalhos dos enviados especiais e dos correspondentes no estrangeiro). Pode-se ainda adoptar um estilo mais sério ou mais irónico - e sempre, claro está, em função das características do seu autor e do tema em foco.
Para uma melhor elucidação deste assunto, sugiro-lhe a consulta de um qualquer manual de redacção jornalística. O mais disponível no mercado português é o Livro de Estilo do "Público". No Brasil, há vários: desde o da "Folha de São Paulo" ao de "O Globo". De origem espanhola, pela sua qualidade, aconselho os dos jornais "El Pais" e "El Mundo".»
In http://www.ciberduvidas.com/, consultado em 3/12/2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Brevíssimas apreciações críticas dos quadros de René Magritte
Já sabem que não há apreciações críticas "certas" nem "erradas". Há apreciações completas ou incompletas, fundamentadas ou não fundamentadas. Resolvi ir buscar ao livro René Magritte. O pensamento tornado visível, de Marcel Paquet (Ed. Taschen, Koln, 1995) a legenda (p. 11) - bem mais breve do que os textos que pretendo que façam - ao quadro que o Diogo escolheu. Ei-la:
O espelho falso, 1935

"«O olho é o espelho da almas», segundo uma versão do provébio. Magritte está mais uma vez a fazer o seu jogo de virar do avess, perguntando o que está dentro e o que está fora. O olho humano hiperdimensionado, em vez de proporcionar uma visão do que está por dentro, na alma do homem, reflecte o que está fora, um céu com nuvens."
A Cátia escolheu uma versão semelhante à dos amantes, cujo comentário, também ele excessivamente breve (p. 55), reproduzo:

"Em «Os amantes», René Magritte aponta a natureza cega do amor dobrando o que é óbvio e colocando um véu sobre o rosto dos amantes, que são assim deixados à sua doce cegueira. No entanto, aqui a tarefa consiste em utilizar esse jogo de ocultação através do que é visível, para obrigar o véu a revelar o que está por detrás da visão que é geralmente apresentada."
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